{"id":1602,"date":"2013-07-23T23:01:23","date_gmt":"2013-07-24T02:01:23","guid":{"rendered":"https:\/\/ongmandacaru.org.br\/site\/?post_type=artigos&#038;p=1602"},"modified":"2020-07-14T23:02:33","modified_gmt":"2020-07-15T02:02:33","slug":"comercio-justo-alternativa-de-comercializacao-e-desenvolvimento-social","status":"publish","type":"artigos","link":"https:\/\/ongmandacaru.org.br\/site\/artigos\/comercio-justo-alternativa-de-comercializacao-e-desenvolvimento-social\/","title":{"rendered":"Com\u00e9rcio Justo: alternativa de comercializa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento social."},"content":{"rendered":"\n<p>De acordo com o International Federation of Alternative Trade (IFAT), o Com\u00e9rcio Justo \u00e9 uma estrat\u00e9gia mundial para diminui\u00e7\u00e3o da pobreza e de fortalecimento do desenvolvimento sustentado, que vem conseguindo gerar oportunidades para produtores que, at\u00e9 ent\u00e3o, estavam sendo explorados economicamente ou se encontravam \u00e0 margem do chamado com\u00e9rcio convencional.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento hist\u00f3rico, demonstrado em pesquisa realizada pelo SEBRAE-DF (2004), indica que existia uma preocupa\u00e7\u00e3o das pessoas envolvidas na agropecu\u00e1ria com ainjusti\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias ao com\u00e9rcio internacional e com o tratamento abusivo dado a trabalhadores nas ent\u00e3o col\u00f4nias daEuropa no s\u00e9culo XIX. Somente nos anos de 1940 e 1950 \u00e9 que aconteceram as primeiras a\u00e7\u00f5es concretas na busca de solu\u00e7\u00e3o desses problemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os movimentos relacionados ao Com\u00e9rcio Justo partiram de iniciativas de pessoas ligadas a entidades religiosas ativas, em miss\u00f5es e em pa\u00edses do ent\u00e3o chamado \u0093terceiro mundo\u0094. A partir do final da d\u00e9cada de 40, esses mission\u00e1rios come\u00e7aram a levar objetos de artesanato da produ\u00e7\u00e3o das comunidades que acompanhavam, para ajud\u00e1-las a gerar renda pr\u00f3pria. Inicialmente, a comercializa\u00e7\u00e3o era totalmente informal, baseando-se na rede de contatos dessas pessoas e de suas organiza\u00e7\u00f5es religiosas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no decorrer da d\u00e9cada de 70 ocorriam iniciativas de comprar tamb\u00e9m produtos agr\u00edcolas diretamente dos produtores. Na Su\u00ed\u00e7a, por exemplo, surgiu a Gebana (de gerechte Banane, ou \u0093banana justa\u0094), em 1978, e j\u00e1 se abriam espa\u00e7os nos supermercados para esses produtos. Em meados de 1980, o movimento recebeu novo impulso e, em 1986, pequenos agricultores do M\u00e9xico pediram que, ao inv\u00e9s de enviarem ajuda humanit\u00e1ria, lhes comprassem caf\u00e9 a um pre\u00e7o justo. Naquela \u00e9poca o pre\u00e7o do caf\u00e9, al\u00e9m de outras mat\u00e9rias-primas agr\u00edcolas, nos mercados internacionais de commodity, estava abaixo de seus custos de produ\u00e7\u00e3o, condenando milh\u00f5es de fam\u00edlias, em toda a Am\u00e9rica Central, ao \u00eaxodo rural, se n\u00e3o houvesse outra alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir daquele pedido, foi desenvolvida por uma entidade holandesa uma estrat\u00e9gia de apoio e notadamente \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o, que culminou com a cria\u00e7\u00e3o da marca de produto (Trade Mark) Max Havelaar, lan\u00e7ada em 1988. O nome Max Havelaar \u00e9 altamente significativo; ele \u00e9 o personagem de um livro, que em 1859 reclamava perante as autoridades do governo colonial das ent\u00e3o \u00cdndias Holandesas Orientais, hoje Indon\u00e9sia, sobre as condi\u00e7\u00f5es desumanas vividas pelos trabalhadores locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1989, na Holanda, foi criada a International Fair Trade Association (IFAT), uma rede global de organiza\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio justo. Durante a d\u00e9cada de 1990, o com\u00e9rcio justo cresceu consideravelmente, sendo criada em 1994, a Fair Trade Federation em Washington, EUA, reunindo produtores, importadores, atacadistas e varejistas. Em 2002 a nova marca global de Com\u00e9rcio Justo foi lan\u00e7ada no mundo, identificando empresas e produtos certificados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, em janeiro de 2004, foi lan\u00e7ada tamb\u00e9m a marca global da IFAT, identificando as organiza\u00e7\u00f5es que atendem aos crit\u00e9rios de Com\u00e9rcio Justo. Desta forma, uma loja tipo world shop poder\u00e1 usar a marca, enquanto que um supermercado que apenas mant\u00e9m alguns itens de Com\u00e9rcio Justo, n\u00e3o ter\u00e1 o direito de us\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os atores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os produtores est\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o de todo o movimento, produzem e exportam suas mercadorias e, para isso, devem estar organizados em associa\u00e7\u00f5es ou cooperativas, sendo estimulados a participar mais do restante da cadeia dos neg\u00f3cios. Em Gana, por exemplo, existe uma cooperativa de plantadores de cacau, que \u00e9 s\u00f3cia de empresa que, no Reino Unido, atua na importa\u00e7\u00e3o, beneficiamento e comercializa\u00e7\u00e3o de chocolate.<\/p>\n\n\n\n<p>Boa parte dos grupos de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem experi\u00eancia ou estrutura para cuidar da exporta\u00e7\u00e3o de seus produtos; em alguns casos, eles mesmos criam uma empresa para isso, em conjunto com outras entidades de apoio. Apesar de positivo o fato de se aumentar a cadeia de distribui\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio mais que isso para garantir o bom funcionamento dos neg\u00f3cios. Estas empresas normalmente s\u00e3o tamb\u00e9m associadas das entidades internacionais, sendo cadastradas como traders (STEFANELO, 2002).<\/p>\n\n\n\n<p>Os importadores atuam como atacadistas e distribuidores e, \u00e0s vezes, atuam tamb\u00e9m diretamente como varejistas, apoiando seus parceiros de produ\u00e7\u00e3o no desenvolvimento de produtos, com capacita\u00e7\u00e3o e, em momentos de dificuldades econ\u00f4micas e sociais, promovendo ou participando de campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o, tendo como assuntos, por exemplo, a injusti\u00e7a comercial. Essas atividades integram e se articulam por meio de redes de troca de informa\u00e7\u00f5es com ONGs de desenvolvimento, ag\u00eancias de ajuda humanit\u00e1ria, centros educativos, etc. e fazem lobby para promover mudan\u00e7as tamb\u00e9m no n\u00edvel pol\u00edtico (SEBRAE, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>A dimens\u00e3o atual do movimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da Fair Trade Labelling Organizations International (FLO), de 2003, o Com\u00e9rcio Justo certificado cresceu a taxas anuais acima de 18%, entre 1997 (ano em que come\u00e7aram os levantamentos internacionais) e 2002. Em 2003, essa modalidade de comercializa\u00e7\u00e3o movimentou mais de 77.248 toneladas de produtos certificados, envolvendo 18 pa\u00edses, o que representou um aumento de 31% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (em termos de volume) e aproximadamente US$ 500 milh\u00f5es. Cerca de 800 mil fam\u00edlias na \u00c1frica, Am\u00e9rica Latina e \u00c1sia foram beneficiadas por essa estrat\u00e9gia de com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a fonte supracitada, o pagamento extra (pr\u00eamio acrescido ao valor da mercadoria)para os produtores certificados de Com\u00e9rcio Justo j\u00e1 somou mais de US$ 38,8 milh\u00f5es, mundialmente. Os principais mercados, hoje, s\u00e3o Su\u00ed\u00e7a, Reino Unido e Alemanha, enquanto a Fran\u00e7a, a \u00c1ustria e a Noruega apresentam as maiores taxas de crescimento, com percentuais acima de 100%. A gama de produtos certificados pela FLO vai de caf\u00e9, ch\u00e1, arroz, cacau, mel, a\u00e7\u00facar e frutas frescas, chegando at\u00e9 a produtos manufaturados tais como bolas de futebol, artigos que s\u00e3o vendidos em mais de tr\u00eas mil world shops e<br>entre 70 mil a 90 mil pontos de venda convencionais, incluindo supermercados, lojas de produtos naturais etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da FLO demonstram ainda que as bananas representaram 62% do volume total comercializado em 2002, caf\u00e9 27%, cacau e chocolate 3%, sucos de frutas, ch\u00e1 e mel 2%, a\u00e7\u00facar e arroz 1%, al\u00e9m de frutas in natura, como abacaxi, manga e frutas c\u00edtricas, diante de um volume estimado em US$ 580 bilh\u00f5es do bolo de com\u00e9rcio global, constata-se que o Com\u00e9rcio Justo representa ainda menos de 0,1% desse total.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>O perfil dos consumidores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entrevistas sobre a representatividade do setor no Reino Unido revelaram que a maioria das empresas v\u00ea seu alvo como sendo formado pelo p\u00fablico feminino das classes A e B, com idade acima de 35 anos, ou de mulheres com um tipo de consci\u00eancia mais novo, ainda que a pesquisa tenha revelado que homens est\u00e3o aderindo ao Com\u00e9rcio Justo, come\u00e7ando a influenciar as compras de algumas mulheres. Este perfil \u00e9 v\u00e1lido tamb\u00e9m para a maior parte dos outros pa\u00edses (GFK, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a IFAT, h\u00e1 clientes para todos os padr\u00f5es de produto, desde o barato ao mais caro. Muitas empresas identificaram consumidores que est\u00e3o dispostos a gastar bastante quando acreditam que o produto tenha um valor especial, por isso Fair Trade \u00e9 potencialmente muito maior que somente um mercado de nicho; no entanto, exige que seja realizado um trabalho de marketing consistente para cada caso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transpar\u00eancia, pre\u00e7o justo e responsabilidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Com\u00e9rcio Justo envolve gest\u00e3o transparente e rela\u00e7\u00f5es que tratam, de forma justa e respeitosa, os parceiros comerciais. Um pre\u00e7o justo no contexto regional ou local, acordado mediante di\u00e1logo e participa\u00e7\u00e3o, cobrindo os custos de produ\u00e7\u00e3o e permitindo uma produ\u00e7\u00e3o socialmente justa e ecologicamente segura, al\u00e9m de proporcionar pagamento justo para os produtores e levar em considera\u00e7\u00e3o o princ\u00edpio do pagamento igual para trabalho igual de homens e mulheres. Os agentes envolvidos garantem pagamento imediato para seus parceiros e, sempre que poss\u00edvel, ajudam os produtores com o acesso a financiamento antes da produ\u00e7\u00e3o ou da colheita (SEBRAE, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p>No Com\u00e9rcio Justo um ambiente de trabalho seguro e saud\u00e1vel para os produtores \u00e9 primordial, a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as na ajuda dos trabalhos no campo n\u00e3o deve afetar negativamente seu bem-estar e seguran\u00e7a, nem suas obriga\u00e7\u00f5es educacionais e a necessidade de brincar, devendo haver conson\u00e2ncia com a conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre os direitos da crian\u00e7a, bem como as leis e normas vigentes no contexto local, al\u00e9m de estimular ativamente as melhores pr\u00e1ticas ambientais e a aplica\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos respons\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o (STEFANELO, 2002).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Previs\u00f5es de mercado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Com\u00e9rcio Justo tem expectativa de mostrar crescimento de 20 a 25% em volume de produ\u00e7\u00e3o e valor para atingir um n\u00edvel de 150 mil toneladas, o que corresponderia a aproximadamente US$ 1 bilh\u00e3o, em 2007. A Escandin\u00e1via e Estados Unidos t\u00eam alcan\u00e7ado excelentes resultados e, ainda que certos mercados da Europa continental (incluindoReino Unido e Fran\u00e7a) tamb\u00e9m continuem a crescer, o desenvolvimento de novos produtos certificados beneficiar\u00e1 o mercado como um todo (SAFRAS, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil possui poucos produtores certificados pela FLO, representando menos de 4,5% do total, produzindo laranja, caf\u00e9, manga, banana e artesanato, ficando atr\u00e1s de pa\u00edses como Bol\u00edvia, Peru e Col\u00f4mbia. \u00c9 preciso aumentar sua presen\u00e7a no cen\u00e1rio internacional e definir em termos claros o que ser\u00e1 o Com\u00e9rcio Justo\/\u00c9tico e Solid\u00e1rio no mercado interno, criando um sistema de certifica\u00e7\u00e3o nacional e um selo com reconhecimento internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Com\u00e9rcio Justo torna-se a cada dia mais uma excelente alternativa de desenvolvimento. Por\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1rio que alguns pontos sejam considerados para fortalecimento desse movimento, como a cria\u00e7\u00e3o de novos produtos, aumento na distribui\u00e7\u00e3o e da disponibilidade, garantia da qualidade, divulga\u00e7\u00e3o das marcas e conscientiza\u00e7\u00e3o dos consumidores. Espera-se que as grandes empresas adotem, por iniciativa pr\u00f3pria, mais pr\u00e1ticas desse Com\u00e9rcio Justo no futuro. A principal li\u00e7\u00e3o a ser aprendida com o movimento internacional de Fair Trade \u00e9 que, para construir este mercado, \u00e9 preciso ter realismo, pragmatismo e profissionalismo.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GFK. Indicador. Pesquisa de Mercado. Descobrindo o consumidor consciente: uma nova vis\u00e3o da realidade brasileira, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>INTERNATIONAL FAIR TRADE ASSOCIATION. Fair Trade. Holanda, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>SAFRAS &amp; MERCADOS. Competitividade e desafios do agroneg\u00f3cio nacional. Porto Alegre, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>SEBRAE. Com\u00e9rcio Justo: pesquisa mundial. Bras\u00edlia, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>STEFANELO, Eug\u00eanio L. Agroneg\u00f3cio Brasileiro: Propostas e Tend\u00eancias. Revista Faebusiness, n.3, set. 2002.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com o International Federation of Alternative Trade (IFAT), o Com\u00e9rcio Justo \u00e9 uma estrat\u00e9gia mundial para diminui\u00e7\u00e3o da pobreza e de fortalecimento do desenvolvimento sustentado, que vem conseguindo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"menu_order":0,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","_uag_custom_page_level_css":"","advgb_blocks_editor_width":"","advgb_blocks_columns_visual_guide":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"class_list":["post-1602","artigos","type-artigos","status-publish","format-standard","hentry"],"blocksy_meta":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"gs-tiny":false,"xl":false,"xxl":false,"xxxl":false,"xxxxl":false,"xxxxxl":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"ultp_layout_landscape_large":false,"ultp_layout_landscape":false,"ultp_layout_portrait":false,"ultp_layout_square":false},"uagb_author_info":{"display_name":"ongmandacaru","author_link":"https:\/\/ongmandacaru.org.br\/site\/author\/ongmandacaru\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De acordo com o International Federation of Alternative Trade (IFAT), o Com\u00e9rcio Justo \u00e9 uma estrat\u00e9gia mundial para diminui\u00e7\u00e3o da pobreza e de fortalecimento do desenvolvimento sustentado, que vem conseguindo [&hellip;]","featured_img":false,"coauthors":[],"author_meta":{"author_link":"https:\/\/ongmandacaru.org.br\/site\/author\/ongmandacaru\/","display_name":"ongmandacaru"},"relative_dates":{"created":"Publicado 13 anos atr\u00e1s","modified":"Atualizado 6 anos atr\u00e1s"},"absolute_dates":{"created":"Publicado em julho 23, 2013","modified":"Atualizado em julho 14, 2020"},"absolute_dates_time":{"created":"Publicado em julho 23, 2013 11:01 pm","modified":"Atualizado em julho 14, 2020 11:02 pm"},"featured_img_caption":"","tax_additional":[],"series_order":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ongmandacaru.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/artigos\/1602"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ongmandacaru.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/artigos"}],"about":[{"href":"https:\/\/ongmandacaru.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/artigos"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ongmandacaru.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ongmandacaru.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}